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A nova era da moda: um olhar conectado
05/07/2024 08:45 em Mundo Empresarial

A moda, reflexo vibrante e dinâmico dos tempos, está passando por uma metamorfose profunda, impulsionada por novos comportamentos de consumo. Os brasileiros, especialmente, exibem um interesse crescente em aumentar seu consumo de vestuário e acessórios. Em meio às pressões econômicas e às mudanças nas dinâmicas sociais, a moda surge não apenas como uma expressão de estilo, mas como uma manifestação de identidade e propósito.

O crescimento do interesse em moda

O relatório “Consumidor do Amanhã” da Mosaiclab revela um dado inspirador: brasileiros e latinos demonstram um forte interesse em aumentar seu consumo futuro de moda. Esse desejo é particularmente evidente entre mulheres acima de 40 anos, um segmento que historicamente tem sido sub-representado nas estratégias de marketing das marcas de moda. Esse grupo, agora, representa um potencial inexplorado que pode redefinir as narrativas de consumo e expandir o mercado de moda de maneira significativa.

Pressões e oportunidades

Vivemos em uma era de paradoxos. O custo de vida está em ascensão, com a alimentação pesando mais no orçamento familiar e o home-office se tornando uma realidade duradoura. Essas mudanças impactam diretamente o consumo de moda, que precisa se adaptar a novos desejos e necessidades. A moda não é mais apenas sobre o que vestimos, mas sobre como nos sentimos e nos expressamos em um mundo em constante transformação.

A nova geração de Fashion Lovers

A pesquisa também destaca que a moda é um dos cinco principais interesses dos brasileiros, com uma paixão notável entre os jovens. Os “Fashion Lovers” não são apenas consumidores; são criadores de tendências, early adopters, e têm uma pluralidade de interesses que ultrapassam a média da população. Eles são mais críticos, reflexivos e exploradores, exigindo das marcas uma conexão emocional e um propósito claro.

Fontes de inspiração

Redes sociais emergem como a principal fonte de inspiração para a moda, superando as tradicionais lojas e vitrines. A tela do celular tornou-se a nova vitrine, especialmente, entre os jovens que preferem a conveniência digital à experiência física. No entanto, isso não diminui a importância do ponto de venda físico. Pelo contrário, ele se reinventa como um espaço imersivo e experiencial, onde a sustentabilidade e a inclusão ganham protagonismo.

Reconfigurando o espaço de varejo

A transformação do varejo passa pela reconfiguração dos espaços. A tendência do Consumidor do Amanhã/Mosaiclab de “Space Reframing” promove conceitos de ambientes de compra, tanto físicos quanto virtuais, mais experienciais e imersivos. Exemplos notáveis incluem as pop-up stores, lojas integrando espaços com cafés, restaurantes, que oferecem experiências efêmeras, memoráveis e altamente envolventes. A loja física não é mais apenas um ponto de venda, mas um local de convivência, imersão e coletividade.

Sustentabilidade inteligente

A preocupação com a sustentabilidade está se tornando um pilar central na relação dos consumidores com as marcas. O ponto de venda físico ajuda a tangibilizar o conceito de sustentabilidade, proporcionando transparência e engajamento verdadeiro. A sustentabilidade inteligente não é apenas uma tendência, é um imperativo real, transformador e acolhedor que redefine o futuro da moda.

O consumidor do futuro

O consumidor do futuro é mais exigente e busca uma recompensa emocional em suas interações de compra. A experiência de compra deve ser ágil, conveniente, prazerosa e, acima de tudo, experiencial. O celular tornou-se uma extensão da mente e do corpo, facilitando uma jornada de compra sem barreiras entre o online e o offline.

O papel dos dados na moda

A integração de dados e algoritmos no setor da moda está revolucionando a maneira como novas coleções são lançadas. Utilizando técnicas avançadas de análise de dados, as marcas podem identificar rapidamente tendências emergentes, prever demandas e personalizar ofertas para diferentes segmentos de consumidores. Algoritmos sofisticados analisam vastas quantidades de dados de redes sociais, histórico de compras e preferências dos consumidores, permitindo às marcas lançarem coleções com maior agilidade e precisão.

Por exemplo, a Zara utiliza um sistema de gestão de inventário baseado em dados que permite a reposição rápida de produtos que estão vendendo bem, e a retirada daqueles que não têm boa performance. A Stitch Fix, uma empresa de moda online, utiliza algoritmos para oferecer recomendações personalizadas de roupas a seus clientes, ajustando continuamente suas sugestões com base no feedback recebido.

Na Ásia, especialmente na China e na Coreia do Sul, a velocidade e a quantidade de novas coleções lançadas são impressionantes, graças ao uso intensivo de dados. A Shein, uma gigante chinesa do comércio eletrônico, usa algoritmos para monitorar tendências globais de moda em tempo real e lança novas coleções diariamente, com uma agilidade que desafia os modelos tradicionais de produção. A Uniqlo, do Japão, utiliza análise de dados para prever as necessidades dos consumidores e ajustar suas coleções de acordo, permitindo um ciclo de produção mais rápido e eficiente.

Essa abordagem não só reduz o tempo de desenvolvimento e lançamento de novos produtos, mas também minimiza riscos e desperdícios, tornando a moda mais sustentável e responsiva às necessidades dos consumidores. A moda, guiada por dados, está mais inteligente e conectada do que nunca, pronta para antecipar e atender os desejos dos consumidores em tempo real.

Moda mais inteligente e conectada do que nunca

Estamos testemunhando uma revolução no comportamento de consumo de moda. Os consumidores estão mais críticos, reflexivos e exploradores, buscando propósito e conexão em suas escolhas. As marcas que desejam prosperar neste novo cenário devem focar na execução impecável de suas experiências, oferecendo soluções claras, rápidas, intuitivas e emocionalmente conectadas.

A integração de dados e algoritmos permite uma agilidade sem precedentes no lançamento de novas coleções, como demonstrado pelas marcas asiáticas, que lançam novas coleções quase diariamente. O uso inteligente de dados pode antecipar tendências e ajustar ofertas com precisão, reduzindo desperdícios e aumentando a sustentabilidade.

A moda, guiada por dados, está mais inteligente e conectada do que nunca, pronta para antecipar e atender os desejos dos consumidores em tempo real. O futuro da moda é brilhante, inclusivo, conectado e sustentável, com fortes oportunidades para explorar esse potencial.

fonte: Mercado&Consumo

 

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